Química & Música (+18)




 



- Gostou?

Perguntou-me ela com aquele olhar de quem quer mais, um olhar safado, respiração ofegante...

Virou-se de costas, juntou os cabelos e encostou seu corpo ao meu.

Empinou sua bunda e pressionou forte contra meu corpo, talvez na tentativa de encontrar um elemento ainda vivo e rígido, que há pouco acabara de lhe proporcionar alguns minutos de prazer.

Ficamos em silêncio por alguns segundos.

...

Tomei fôlego.

...

Ela fez menção de puxar a minha mão pra abraçá-la.

Dessa vez não foi preciso, aprendo rápido.

Com a direita eu enlacei seu corpo e com a esquerda puxei seus cabelos firmemente até encostar meu nariz em seu pescoço

Puxei profundamente ar para os pulmões, na tentativa de sentir o resquício do perfume dela que já se misturara com o cheiro de sexo.

Um cheiro que inebriava pelo quarto, revelando que era de um sexo selvagem e um tanto violento.

Ahhhh aquele cheiro!...


Seriam os tais feromônios?

Um cheiro que trazia lembranças fortes, que ainda ecoavam em meus pensamentos, de uma memória recente, os seus gemidos e gritos abafados pelas almofadas do sofá.


Esse de fato era um momento que eu curtia, daria mil “likes” se fosse preciso. Tinha cor e também temperatura, se é que isso seja possível.

Esse cheiro, só pra ilustrar, era vermelho, quente e úmido.

Típico cheiro que, quando redescoberto em outros momentos, acendia pensamentos lascivos em qualquer um que o tivesse experimentado.

Fechei os olhos e procurei apenas explorar um pouco mais daquele olor, enquanto deslizava minha mão pelo seu corpo e dava beijos curtos em seu pescoço.

Era um cheiro revigorante, e eu sabia disso.


Sussurrei no ouvido dela:

- Adorei!

- E gostaria de repetir.

Falei com a voz firme e confiante.


Passei a minha mão em sua virilha que ainda estava quente e molhada, mantendo firme seus cabelos entre meus dedos. Dei uma leve mordiscada em sua orelha a ponto de ouvir um pequeno arfar meio abafado que fizeram seus pelos eriçarem e seu corpo estremecer num ritmo descompassado.

Com uma habilidade de uma gata, dessas sorrateiras, ajoelhou sobre o sofá e olhou pra trás, agora manhosa, enquanto apertava os lábios, da boca. Sem nenhuma palavras durante essa ação, apenas gestos, deu uma leve arqueada no corpo e fez um sinal.

Tem um ditado que diz que um homem só se torna completamente impotente quando este queima a língua, e a minha estava dentro de vulcão, ora na boca de um, ora na boca de outro.


Ela rebolava na minha cara como que descrevesse os elementos de uma canção: com ritmo, harmonia e melodia. Foi ganhando velocidade, e como numa canção que por regra mantém seus momentos de tensão e repouso para cativar a platéia, nesse instante, era só tensão.

Precisava de um maestro.

E eu estava preparado novamente para conduzir essa peça.

Conhecia cada nota dessa melodia, e soube introduzir cada uma em seu devido lugar.


A peça, dividida em atos, explícito, selvagem, visceral e sujo, era algo natural dentre aquelas 4 paredes. Mas nesse dia, realmente foi um espetáculo!

Chuva de fogos para todos os lados.

O público, que ameaçou adormecer no início, agora estava satisfeito e também extasiado.

Se o olfato é, como dizem, o sentido mais ligado às emoções e à memória, com plena certeza, esse momento não será esquecido.


Rich & Hard

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