A Obra (+18)
Mal havia terminado de passar o café daquela manhã e Gorete avista os operários chegarem à sua casa que estava em reforma.
Esboçou aquele sorriso discreto no rosto para que o marido não percebesse a sua excitação. Sonhara com eles a noite toda, pela terceira vez essa semana, e por isso acordou molhada, novamente.
Assustou-se quando Paulo abraçou-a dando o beijo de despedida rotineiro para ir ao trabalho, com sua pasta e seu cheiro de mofo. O susto estimulou mais ainda a sua corrente sanguínea, fazendo corar as suas bochechas, como se estivesse cometendo algum pecado. Se é que desejar aqueles homens em sonhos fosse um pecado tão grave assim - seria? pensou ela - retomando seus pensamentos do qual foi bruscamente interrompida, enquanto saboreava seu café observando atentamente o marido sair da garagem com o carro.
Haviam dias que pensava muito em sexo. A abstinência forçada já a estava matando aos poucos.
Ela acreditava que sexo jamais deveria ser perca de tempo. De se arrepender a partir do instante em que acaba e você tem que se vestir pensando: - Eu tirei a minha roupa para isso?
Não! Gorete sabia apreciar a verdadeira arte do sexo e pensa no tanto de desperdiçou a sua vida ao se casar cedo e ter levado essa vida mediana até agora…
- Acordei com um tesão surreal hoje - ela pensou. Desejava muito sentir novamente, a volta de um sexo animal daqueles que você não quer que termine jamais, daqueles que você goza, sente, respira e quando você toma um fôlego, recomeça com tudo que se tem direito, beijo na boca, puxão de cabelo, tapa na bunda...
O carro virara a esquina e Gorete estava livre agora para pecar em pensamentos ainda mais. Mordiscava os lábios enquanto analisava cada homem, praticamente secando-os com os olhos, como quem quisesse os devorar, despindo-os com os olhos, desejando-os ardentemente.
O fato é que ela não desejava um indivíduo em questão, daqueles cinco homens da obra, mas sim a ideia de ser fodida pelos cinco ao mesmo tempo, ali mesmo, no canteiro de obras, com todo aquele aspecto de sujeira, selvagem, bárbaro, suor de macho, odor de operário, músculos e safadezas.
Ela desconhecia esse universo e por isso era tão misterioso, atrativo, tentador, proibido, porêm não sabia se tinha coragem suficiente de dar o passo adiante. Preferia ficar ali, à espreita, sorrateira, por trás das venezianas, como uma detetive à espera da prova de incriminação, paciente e determinada.
Acontece que esse dia foi diferente. Alguma coisa mudou em Gorete que acordou com uma ponta de coragem extra, diferente da vida levada até aquele momento, um sentimento súbito que invadiu sua mente, espírito e de cada célula viva de seu corpo de forma a agir sem pensar muito nas consequências de seus próximos atos. Basicamente ela ligou o foda-se.
- A vida é curta - sussurrou para si mesma e sorriu maliciosamente.
Paulo, que há muito tempo não comparece no gramado, parecia não perceber ou pior, parecia não se importar muito com o estado de Gorete, e isso irritou profundamente ela. Diferentemente dos olhares que ela recebia dos peões em seu quintal, que a devoravam com os olhos toda vez que ela gentilmente oferecia-lhes café com biscoitos ou água gelada.
- Tá quente aqui meninos, aceitam algo para refrescar um pouco o calor?
Era uma oferta um tanto quanto dúbia por parte dela, mas ela jogava bem, já sabendo como derrotar o inimigo.
Dessa vez seria diferente, ela não iria oferecer água para acabar com o calor deles, ela ofereceria algo melhor. Só não sabia como ainda. Tinha medo da rejeição e a timidez não permitia passar por esse vexame. Então ela deixou aberta a porta de acesso à cozinha pelo quintal, onde eles estavam, para caso viessem pedir água...
Quando ela se atentou pelo fato de que ainda estava de camisola pela cozinha e uma minúscula calcinha de renda. Começou a passar a mão pelos seios onde encontrou-os entumecidos e nessa hora ela começou a se tocar em cima da bancada da pia da cozinha, imaginando aqueles homens a possuindo da maneira como ela imaginava em seus sonhos.
Gorete que nesse dia estava realmente com a cabeça nas nuvens estava gemendo de forma abafada para que não a ouvissem, mas isso teve o efeito contrário e atraiu os homens para um pouco mais perto da janela que a flagraram prestes a explodir em um orgasmo. Aquela bela mulher tinha um domínio pleno sobre qualquer homem desde que ela descobriu sua sexualidade na adolescência, mas que após o casamento precoce perdeu-se completamente em tantas exigências matrimoniais e seus códigos sociais que mataram toda a essência de Gorete em menos de 5 anos de “prisão”, e olha que já se passaram 20 e tantos anos…
Um a um, os operários invadiram o espaço de Gorete, fazendo-a saltar de supetão fechando a camisola com os dedos ainda molhados e já enrugados de tanto brincar.
Mas ela mal abriu a boca para exigir que saíssem de sua presença quando ela foi agarrada por um deles que abriu a camisola dela novamente e agarrou aqueles seios deliciosos e firmes, fazendo-a soltar um gemido intenso ao invés de um grito.
O segundo homem chegou por trás e retirou a sua calcinha encharcada, levando-a ao nariz e inalando o perfume maravilhoso daquela xota madura. O terceiro homem, pelos flancos, puxou seus cabelos e começou a chupar o pescoço dela.
Era muita covardia da parte deles.
Era muita sorte da parte dela.
A essa altura ela não respondia mais pelos próprios atos e se deixou levar.
O quarto homem, a agarrou pela cintura, se ajoelhando e puxou sua bunda para que pudesse contemplar aquela verdadeira obra da natureza enquanto abria-lhe as nádegas e enfiava-lhe a língua em seu cuzinho ainda virgem.
O quinto homem já estava de pau duro apontado pra ela e foi ele quem ela começou a chupar primeiro enquanto era cortejada pelos demais.
Enquanto Paulo só falava em trabalho e gostava de fazer contas, Gorete contava os dias para que aquele sonho se realizasse como o presente mais desejado de todos.
Ela queria ser desejada, fodida, arrombada, usada por aqueles machos, como eles bem quisessem. Poderiam fazer o que quisessem com ela, que ela estaria realizada. Ela nem precisou pedir verbalmente, pois seu corpo falava por ela. E eles entenderam o recado. Realizaram cada desejo reprimido dela. Eles tiveram muito trabalho “naquela obra”, mas não desanimaram e se esforçaram ao máximo para darem conta do recado.
Aquela cozinha já não era suficiente para eles e subiram para o quarto. Havia espaço para todos, e a cama virou um circo. Gorete usou o número 01 de trampolim, enquanto os demais faziam suas acrobacias para mantê-la entretida.
Gorete que parecia nunca ter visto um pau na vida, um de verdade e com fome, estava se fartando em plena manhã de uma segunda-feira.
Pouco importava se os vizinhos estivessem ouvindo seus gritos e de um bando de homens. O que importava mesmo era que ela havia tido orgasmos múltiplos, visto que ela mal se lembrava de qual tinha tido seu último orgasmo. Se é que ela poderia chamar aquilo de orgasmo…
Era penetração solo, penetração dupla, penetração tripla, mãos e boca exclusivamente a serviço de seu prazer. Se é pra fazer algo, que seja intenso, pensava ela - mergulhando de cabeça naquela aventura.
As horas de arrastaram além do horário do turno daqueles pobres trabalhadores. Sabiam que teriam que trabalhar duro se quisessem receber pelos serviços prestados naquele dia e Gorete, como uma patroa exigente, cobrava mais e mais deles.
Seu corpo já exaurido, não tinha mais o mesmo vigor inicial e uma pausa foi necessária para hidratação. E ela recebeu hidratante dos cinco, por todo o corpo. Ela ficou besuntada por alguns instantes até secar todas as fontes.
O quarto estava do jeito que ela desejava, com o cheiro impregnado daqueles machos suados, de fluidos corpóreos, e um calor úmido que lembrava o de uma sauna. Permaneceram em silêncio por uns longos minutos e um a um foram se vestindo e se ausentando do recinto. Gorete permaneceu na cama relembrando cada momento marcante pra ela, revivendo em suas memórias recentes cada gemido, cada estocada que levou de cada um. Não havia um escolhido ou preferido, apenas o momento, que era justamente pra não criar vínculo afetivo. Naquele momento Gorete ressucitou e prometeu a si mesma que viveria novamente esse e mais momentos insanos enquanto ela estivesse viva.
Ao badalar do relógio anunciando a ida dos operários e a chegada do marido, Gorete se viu no dilema de contar ou não a Paulo a sua aventura vespertina e eis que o marido se antecipou e lhe trouxe a seguinte notícia sem nem mesmo lhe cumprimentar direito:
- Querida, infelizmente tenho uma notícia triste pra você: Falei com o mestre de obras agora há pouco e a reforma da nossa casa não será finalizada essa semana, os operários pediram mais 15 dias para concluírem o projeto.
Eis que Gorete apenas respondeu: - Oh, Que pena!
Rich & Hard

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